Estou um pouco triste. As coisas não andam bem à minha volta. Não gosto de me queixar, porque isso não resolve os problemas, mas quando começo a ser chamado de jinx não se assemelha agradável o cenário... O meu frigorífico não pára de trabalhar, pelo que o tive de desligar a bem da sanidade orçamental; a máquina de lavar resolveu queimar o programador, e tem uma dobradiça ao dependuro, o que também contribui para a coluna dos gastos; o carro está parado desde Agosto, tendo ontem levado um transplante de motor, mas sem sucesso; o Tipo do meu sogro sucumbiu às mãos da minha querida esposa, que sem culpa nenhuma sentiu morrer-lhe nos braços o único veículo disponível à nossa autonomia rodoviária; estou com uma dor de cabeça monumental há uma semana, porque ao tirar os óculos da cara para limpar as lentes, a haste resolveu que era melhor quebrar que torcer...
Por fim, ontem fomos a correr para a Clínica Pediátrica, porque o menino acordou com falta de ar, a arfar mesmo! Na consulta fiquei a saber que safei o moço da tropa, mas que terá possivelmente de andar sempre com uma bomba atrás. Nada que impeça até o desporto de alta competição, mas que é ainda assim um pouco aborrecido. Peço desculpa aos meus jovens catequizandos, mas quem define as prioridades é o coração. Espero que compreendam a minha ausência ontem. Um grande abraço de agradecimento ao meu primo, que tem passado dias inteiros em volta do carro, a tentar incansavelmente reanimar o paciente, e um obrigado aos meus tios, por não terem ainda expulsado o meu Corsa do seu espaço. Embora se possa dizer que é bonito, não será com certeza a melhor decoração de jardim...