Serviu este tempo, contudo, para aprender algumas coisinhas sobre mim próprio, e o meu corpo. Em termos de vícios, não tenho adicção ao açúcar, pois conseguia passar bem sem pensar em bolos e refrigerantes; não sou alcoólico, pois só uma vez senti real vontade de beber um copo de "receita do Sr. Melo", mas acho que isso se deve mais à vaidade que à vontade... E descobri que aquilo que eu realmente sinto falta é do sabor de uma bela refeição, bem preparada e cheirosa. Umas batatas fritas ou assadas, um molho saboroso, algo que só de sentir o aroma, faz escavar no meu estômago um buraco sem fundo, mesmo estando já satisfeito. Olfactizar um manjar divino durante tempo de jejum é, sem dúvida, o que mais me custa! Mas resisti majestosamente, e espero que as análises que hoje fui fazer reflictam este esforço titânico, pois não sei se aguento perdurar neste sacrifício muito mais tempo!
Ajudou-me muito pensar no meu filho, e nas condições em que pretendo acompanhá-lo. Quero ser um pai presente, mesmo nos momentos radicais, quero viver com ele as experiências, para depois de passar a estupidez da adolescência, recordarmos o que já vivemos, e estarmos ambos em plena condição de programar mais aventuras. Não quero ser o melhor amigo do meu filho; isso não é saudável. Mas quero que ele tenha vontade de convidar-me para isto ou aquilo, e sinta que eu tenho corpo e estofo para aguentar. E ele parece talhado para estas actividades mais exotéricas, a julgar pelas encrencas em que se mete...
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